segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Noite de sábado

Noite longa, escura para retina.. clareio com lamparina.
Na sacada, metade do diâmetro da lua faz cascata na parede... despe as grades, espalhando suas roupas pelo chão.. até a comigo-ninguém-pode, rende-se nua.

Alguém dedilha o piano.. vem do alto.
Penso em notas despencando, claves de sol se lançando... e sinto solo.
Solo de piano,
Solo de guitarra,
Solo de descanso.. esperando seu arado.
Solo de solidão... não de solitária.


Solo de confusão, de quem não compreende ou não tem qualquer tesão....

Sou solo.. solo de minhas idéias, de minhas grandezas, fraquezas e estranhezas.
Sou solo de mim, menos de ti e meio-a-meio com aquele ali.
Bjo


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